Instalando o Fedora em um pendrive

O lançamento do Fedora 13 está se aproximando e muitos usuários já estão preparando seus backups para a nova versão, assim como as mídias necessárias para gravar as imagens baixadas da Internet. Entretanto, pessoas mais preocupadas com o custo ambiental da produção e descarte de CDs e DVDs ou que simplesmente não queiram gastar com mídias óticas, optam por outras alternativas. Uma delas é a instalação a partir de pendrives, o que é bastante simples e pode ser feito tanto a partir de máquinas com Linux ou Windows.

Vamos aos passos:

1º – Baixe o arquivo da imagem ISO de um LiveCD. Particularmente recomendo o Spin BrOffice.org que já vem em Português por padrão. Ele está disponível em:

2º – Baixe o LiveUSB Creator, o programa que faz a mágica acontecer:

3º – Insira o pendrive numa porta USB e abra o LiveUSB Creator

  • Clique em “Browse” e selecione o arquivo .ISO que você baixou.
  • Pronto, agora é só clicar em “Create Live USB”.

No LiveUSB Creator há outras opções como baixar o Fedora diretamente por ele ou criar um espaço de armazenamento persistente. Essa última opção é interessante para quem quer utilizar o Fedora a partir do pendrive no dia-a-dia, mas se tudo o que você quer é instalar o sistema no seu disco rígido, isso não é necessário.

Há um mês atrás no Rio de Janeiro…

Não cheguei a postar nada aqui na época do show do Coldplay e ao que parece, pelo no calendário, já faz um mês que fui ao Rio de Janeiro. Não farei nenhum juízo de valor sobre o show pois sou altamente suspeito para falar, mas nesse vídeo que gravei a partir da grade de uma das passarelas, vocês podem conferir um pouquinho do que foi a emoção de estar na Praça da Apoteose com o Coldplay e mais 38 mil coldplayers, incluindo a Senhora Ellen Andrade, suas batatas Ruffles e um par de Havaianas recém comprados pela mesma.


The Hardest Part + Postcards From Far Away

“I wonder what it’s all about
Everything I know is wrong
Everything I do it just comes undone
And everything is torn apart
Oh and it’s the hardest part
That’s the hardest part”

Por que não usar formatos como mp3 e wma

Há cerca de um ano atrás fui consultado pelo IDG Now! sobre as dificuldades que o código aberto enfrenta em relação às patentes de software. Também escrevi uma coluna na 3ª edição da Revista Fedora Brasil sobre esse tema. A verdade é que nada mudou de lá para cá, então este post se faz necessário.

O melhor exemplo dessa questão são os formatos de mídia digital como mp3, wma e rmvb. Para quem não sabe, esses formatos são patentados em vários países. O reflexo imediato é que isso aumenta o custo de qualquer programa ou equipamento que reproduza esses tipos de arquivos.

O que você pode estar pensando agora é que em nenhum momento foi cobrado por isso. Engano o seu. O preço dos royalties (licenciamentos dessas patentes) está embutido na licença do seu sistema operacional (se é que você pagou por ela), do seu mp3 player e do aparelho de DVD que está aí perto da sua TV. Um dado interessante sobre essa questão é que o licenciamento desses formatos é responsável por até 1/4 do preço dos aparelhos de DVD.

A melhor parte é que você pode fazer algo para mudar isso, afinal de contas é o seu dinheiro que está em jogo. Para tanto, basta privilegiar formatos como o ogg, ogv ou flac na hora de ripar seus CDs, por exemplo, ou converter os arquivos que você já tem para compartilhá-los com outras pessoas. Esses formatos não são patenteados e podem ser implementados de maneira aberta e sem ônus. Privilegiá-los é essencial para torná-los mais conhecidos e para que um dia possam ser tornar um padrão, pois assim, além de você não pagar pelos royalties, não terá que se preocupar se o reprodutor que você pretende comprar roda mp3, mpeg, DivX ou seja lá o que for.

Playing with gettext and intltool

I have been learning how to use gettext and intltool in order to get some code internationalized. At first I thought it would very difficult to learn and get practical results but in fact the i18n libraries and tools are easy to work with.

The first choice was how to test them in  a useful way and so I chose to do it using the Preupgrade code. Although I’m not very familiar with Python code I did this because this software is not internationalized yet and because it is “real code”, not just a Hello World example. I guess this is the greatest thing about open source software, you can just dig in and do whatever you want to and give it back, so IMHO this is a good place to start and a patch can come later. Another interesting thing about gettext is that it works pretty much in the same way for other languages. This is good because I intent to collaborate providing i18n support for other programs as well.

Preupgrade speaking some Brazilian Portuguese

So far I extracted 80 strings into the .POT file but I was not able to get the dialog titles internationalized yet, although they are marked as translatable in the Glade XML file. Once I fix this it will be good to go and I’ll find out how to get the i18n support automatically built into the package.

Passando a bola

Como é do conhecimento daqueles que acompanham o meu trabalho no Projeto Fedora, eu deixei a coordenação da equipe de tradução do nosso idioma. Foram quatro anos trabalhando nas traduções como um todo e três anos como coordenador. Foi um trabalho muito gratificante e com um retorno que eu jamais imaginaria em princípio.

Quem assume a coordenação agora é Taylon Silmer, que também é de Belo Horizonte e já faz parte do time de tradução do Fedora e do GNOME. Um dos desafios do novo coordenador será adaptar as interfaces para as novas regras ortográficas e manter o interesse da comunidade nas traduções.

É difícil deixar um trabalho reconhecido e bem sucedido como esse, mas em contrapartida vejo a necessidade de aprender algo novo. Agora pretendo ajudar na triagem, relato de bugs e QA (Quality Assurance – Garantia de Qualidade) de internacionalização, além de continuar mantendo o Spin BrOffice.org.

Eu gostaria de agradecer nominalmente ao Rodrigo Padula e ao Diego Zacarão que foram as primeiras pessoas com quem tive contato no projeto, ao Henrique Junior da Revista Fedora Brasil, a todos que sempre me apoiaram nesse tempo todo e principalmente aos que criticaram e ajudaram a melhorar os processos.

What I expect to do for Fedora in 2010

Since I’m leaving the coordination of the Brazilian Portuguese translation team after four years of a rewarding job, I expect to do something different in the next years.

My main concern about the whole software translation system right now is that for many times the teams make a good work but for many reasons the translations don’t end in the final versions of Fedora. These reasons are for instance: strings freeze breaks, final freeze breaks, downstream patching and specific i18n bugs.

IMHO, at first we need to improve the testing on those situations, and this is where I intend to start helping. After that, I intent to propose some patches rather than just file tons of bugs. It is important to make the i18n string testing consistent during the release cycle, and the Fedora 13 release cycle seems a great time to start.

Happy New Year Folks!

Não é promessa de ano novo

Todos dizem que a chegada de um novo ano é uma boa época para começar ou recomeçar a fazer algo. O que todo mundo também diz é que isso nunca funciona. Mas quem liga afinal de contas? Por que esperar o dia primeiro para começar se posso fazê-lo agora mesmo?

O objetivo principal desse blog é não guardar as minhas divagações aleatórias sobre a vida, ou seja, a julgar pelo parágrafo anterior eu já comecei mal. Pretendo divulgar aqui várias atividades que eu venha desenvolver no Projeto Fedora, palestras, opiniões (as eleições vem aí), projetos acadêmicos e iniciativas que por ventura eu ache interessante. É possível que além dos posts em Português, muitos sejam em Inglês e alguns outros em Espanhol, quando for conveniente.

Em breve escreverei um primeiro post de verdade! Isso aqui foi só uma pequena enrolação. Enrolações maiores virão.