Universidade: além do ensino

Antes de tudo, se você procura alguma crítica, esse não é o post certo. Este é o certo. Agora é hora de assoprar.

Difícil dizer qual foi a melhor parte da faculdade. Não por falta de opções, mas sim pela grande quantidade de coisas legais que aconteceram nesse período. Essas coisas envolvem pessoas totalmente excelentes com as quais tive oportunidade de conviver em diferentes contextos nos último 5 anos. Dizem que a faculdade é a melhor parte da vida de qualquer pessoa e que as amizades feitas lá você leva para a vida toda. Embora eu ache que a vida dá para ficar bem melhor depois da faculdade, as amizades feitas eu faço questão de manter pelo tempo mais longo possível. A vida acadêmica permite situações nas quais você pode ver quem é quem sob várias perspectivas e talvez por isso seja possível se identificar bem com algumas pessoas.

Tive a oportunidade de conviver com pessoas de personalidades bem diferentes, mas extremamente inteligentes cada uma ao seu modo. Pessoas com níveis de engajamento e comprometimento distintos, mas que nunca deixaram ninguém na mão. As mesmas pessoas que, não por coincidência, foram amigas e presentes durante a graduação. Umas vieram desde o cursinho, outras conheci nos primeiros períodos e outras entraram no barco bem mais para o final. Não importa. O tempo é o de menos. E o que não me surpreende é que essas pessoas continuam me levando a outras novas pessoas igualmente excelentes. Grandes pessoas trazem grandes pessoas. É assim que tem que funcionar ou então não vale a pena.

Certamente o conhecimento técnico aprendido na universidade não foi tão importante quanto o aprendizado de como passar por várias dificuldades ao mesmo tempo, como gerenciar o tempo, como não desistir, como buscar ajuda, como ser ajudado, como trabalhar sob pressão e como ampliar os próprios limites. Apesar de todos os problemas, uma universidade pública como a UFMG traz experiências que dificilmente a pessoa teria em uma faculdade menor. E não estou me referindo à qualidade de ensino, mas sim ao tamanho, à natureza pública e à diversidade encontrada em uma instituição federal.

Na minha área há quem diga que tirar meia dúzia de certificados e fazer um par de cursos aleatórios é o suficiente para proporcionar uma vida tão boa ou melhor que a de quem se forma em uma universidade. Eu não concordo e esse nem é o ponto. Cursar uma universidade “de verdade” não é uma experiência trivial e não é qualquer um que aproveita bem essa experiência. Vale a pena não só pelo conhecimento, mas principalmente por outros aspectos que são proporcionados antes, durante e, acredite, depois do curso. Porque, ao contrário do que dizem, o depois pode ser melhor. Bem melhor.

Bagunça pública universitária

Eu provavelmente poderia esquecer tudo o que vou escrever aqui, começar a dizer que a minha graduação foi uma maravilha e que tudo foi perfeito. Isso seria desonesto por um motivo muito simples: não foi. De fato, o curso foi muito bom e estou convencido que em Minas Gerais não há universidade melhor que a UFMG na minha área. O problema é que isso não é o suficiente. A educação no Brasil é uma bagunça e ser melhor do que a média não quer dizer muita coisa.

Como toda instituição pública, a UFMG tem sérios problemas de burocracia, desorganização e falta de comprometimento dos seus profissionais. Sobre este último ponto, não posso deixar de exemplificar o  comprometimento de alguns professores. Durante a minha graduação houve um professor que deu aula para vários colegas meus e simplesmente não foi dar a prova final. Sim, ele esqueceu e não deu satisfação. Isso chegou a acontecer comigo também, mas felizmente meu professor teve a hombridade de aparecer e explicar porque não pôde aplicar a prova. Houve professor também reprovando 90% da turna e depois expulsando dos alunos da sala dele. Fora professor que já deu aula descalço e outro que apresentava slides com erros grotescos de português.

E claro, tem a palhaçada dos próprios alunos. Sinceramente não dou a mínima para como os outros levam a vida acadêmica deles desde que não prejudiquem outras pessoas. O problema é quando alguém tem que fazer alguma coisa, não faz ou faz mal feito, e acaba prejudicando quem não tem nada a ver com isso. Prejudicar os outros nada mais é que desonestidade e falta de caráter. Outro aspecto importante é que tem muita gente que quer estudar em faculdade pública sem que haja um preço. Gente que reclamava que tinha que pagar 200 reais por ano para a FUMP. Nem de longe o modelo da FUMP é o melhor, mas chegaram a falar que a Fundação estava tendo lucro com o dinheiro que era pago, o que simplesmente é ignorar que ela precisa ter dinheiro disponível para atingir seus objetivos no longo prazo, mesmo sendo uma instituição sem fins lucrativos, ou seja, nem é lucro. Não sei de onde os DCEs da vida tiraram isso.

Os pior é que a qualidade dos professores e alunos é o menor dos problemas. Há excelentes professores na UFMG e na minha opinião eles são maioria. Há professores e alunos bons e ruins em todas as instituições, cada um com seu estilo, o que garante a diversidade. O problema real é a desorganização. Uma vez, por exemplo, mudaram o horário de uma disciplina já com ela em curso. O resultado? Tive que fazer duas matérias ao mesmo tempo. Isso mesmo, duas matérias no mesmo horário. Outro fato relevante que não se passou comigo, mas que demonstra a desorganização, é que certa vez o colegiado cometeu um erro ao fazer a requisição de uma matéria para outro departamento. No final das contas a matéria não estava disponível para matrícula e ficou assim o semestre inteiro. Isso sem falar na dificuldade para fazer matrícula em matérias eletivas e optativas. Já fiz matrícula em uma disciplina optativa e foi aceita normalmente. Um tempo depois minha matrícula nessa mesma matéria foi sumariamente cancelada. Disseram que acabaram decidindo que ela seria apenas para a pós-graduação. Na teoria, a ideia de diversificar a grade é muito boa, entretanto é mal implementada. É difícil conseguir vagas, é necessário fazer uma pré-pré-matrícula a parte e não é claro como fazer para obter uma formação complementar. Ainda há uma série de assimetrias como a demora na contratação de professores levando a longos períodos sem aula, falta de estacionamentos e segurança deficiente no campus.

Não tenho dúvida que as universidades públicas do Brasil ainda são, no geral, melhores que as particulares e que isso continuará por um bom tempo. A questão é que os problemas mais graves não dependem de dinheiro para serem solucionados e não são relativos à qualidade dos alunos ou professores. Esses problemas simplesmente não têm a atenção devida, seja por falta de vontade para resolver, comodismo ou pura falta de visão.

We got media!

Depois de um extenso ticket para encontrar qual a melhor maneira de produzir mídias do Fedora em larga escala em território nacional com verba estrangeira, finalmente recebi aproximadamente 1.300 mídias do Fedora 15, entre LiveCDs Desktop e KDE, além DVDs de instalação em maior quantidade.

As mídias serão distribuídas para os embaixadores nos diversos estados do Brasil. A primeira remessa vai para o Amazonas, onde será realizado o Fórum Amazônico de Software Livre no final do mês. Uma boa parte das mídias será destinada ao Latinoware, o maior evento de Software Livre no Brasil no segundo semestre.

Monografia: O Efeito da Colaboratividade na Produção dos Bens e na Construção do Conhecimento

Há alguns dias me perguntaram se eu iria publicar a minha monografia e eu respondi brincando: “Vou publicar no meu blog”. Como toda brincadeira tem um fundo de verdade e como algumas pessoas que ouviram minha entrevista no Castálio Podcast me perguntaram sobre, resolvi publicar o arquivo aqui para quem, por ventura, se interessar. Cito o resumo como uma prévia do documento:

Neste trabalhado são apresentadas diferentes formas de colaboratividade em grande escala sob a ótica da tecnologia, biomedicina, mobilização social e economia. Por meio de um estudo do histórico da colaboratividade é demonstrada a importância de acontecimentos como a evolução da imprensa, a Segunda Guerra Mundial e o pós-guerra e a revolução digital do fim do século XX e início do século XXI. São analisadas as atividades, estruturas de organização e evolução de projetos colaborativos geograficamente dispersos e culturalmente diversos, como projetos de Software Livre e Código Aberto, o Projeto Genoma Humano, a organização não governamental Navdanya International e o modelo de negócios da empresa Amazon. A partir da análise dessas diversas formas de colaboratividade são avaliados os impactos tecnológicos, econômicos e sociais na produção dos bens e na construção do conhecimento. Por fim, com base nos aspectos aferidos no estudo, são determinados elementos chaves necessários para a viabilização de projetos colaborativos globais que possam usar a tecnologia a seu favor e consequentemente atingir seus objetivos.

As 63 frases que marcaram a minha graduação

Revivendo uma ideia do meu antigo blog, aqui está o resultado da minha luta psicológica para encontrar uma epígrafe para a minha monografia. Infelizmente, dentre tantas frases geniais, só posso escolher uma. Nesse processo, foi Impossível não recordar as várias frases que marcaram a minha graduação em fim iminente. São tantas que não espero que ninguém chegue ao final. Aí vão elas:

“Dá lucro? (Aplausos)” – Fera

“Roda o PDCA.” Roncalli

“Como diria lá na escola: ‘De todos os pontos ele não tem nenhum.'” – DMF sobre Roncalli

“Pirex!!!” – Marina me chamando

“Como diria lá na escola: ‘Ou é pangaré ou é cavalo de corrida.'” – DMF sobre candidatos a vagas de emprego

“…” – Cara de Default mudo sobre um furador de ovo

“E agora? E agora? E agora? E agora? E agora? E agora?” – Minininho enchendo o saco

“Meu coração quase parou!” – Fera descrevendo a correção de uma de suas provas

“Sinal amarelo!” – Pequeno Pato

“Como diria Chico Buarque de Holanda: ‘E agora José?'” – DMF sobre o poema de Carlos Drummond de Andrade

“Pirecolino!!!” – Marina me chamando

“Ultimamente não tenho dado nem pro meu marido.” – EP quando retoricamente perguntada se poderia dar alguma questão da prova antecipadamente

“Não.” – Cara de Default quando perguntado se lembrava de mim duas horas depois de me ver na sala.

“Como assim ele não lembra de você?” – Mex sobre a frase acima, atônito com a amnésia instantânea

“Sinal vermelho!” – Pequeno Pato

“Não me venha com chorumelas!” – Marina, vindo a mim com chorumelas

“É bater o martelo.” – DMF sobre?

“Onde estão as suas duas esposas?” – Daniel sobre uma época em que eu tinha duas esposas

“Aoshi Maaaaacho” – Osório sobre o Maaaaacho

“Pra mim você não existe.” – Lula

“MAS É COMPROVADAMENTE NP-COMPLETO? COMPROVADAMENTE? COMPROVADAMENTE? – NP-Completo sobre NP-Completo

“MAS COMO ASSIM EU NÃO POSSO TER UM NOTEBOOK QUÂNTICO?” – NP-Completo revoltado com seu sonho distante de consumo

“Porra, Igor. Para de viajar!” – Mex sobre mim

“Pirudo!!!” – Marina me chamando. Essa eu deixo aberta a interpretações.

“Faz sentido isso?” – Pequeno Pato sobre o que nunca fez sentido

“De 10 a 20.” – Osório quando perguntado retoricamente sobre quantos milímetros iriam chover. Sim, ele sabia.

“Você não acha que as pessoas podem mudar?” – Senhora Default tentando justificar o injustificável sobre Cara de Default.

“…” – Cara de Default depois de ser epicamente trollado pelo Lula, provando que as pessoas podem mudar sim. Para pior.

“Tem que seguir o processo.” – CIP sobre todas as coisas do mundo

“Volta na definição.” – JM sobre todas as dúvidas do mundo

“Pirequinho!!!” – Marina me chamando

“Deixar dois aqui.” – Osório pagando as dívidas

“Epígrafes são demasiadamente piegas.” – Bruna agora mesmo no meu Facebook

“Você é um reclamão!” – Outro JM, esse armado com um guarda-chuva

“Eu achei que era comigo.” – Cara no ponto de ônibus ao achar que era pra ele o tchau que era pra mim

“Eu programo em .NET desde 2002.” – Cara de Default, mostrando que o programador e a linguagem se merecem

“Então me envia o seu currículo.” – NP-Completo para Cara de Default, mostrando que as pessoas se merecem

“É… não dá mais pra mim.” – Roncalli constatando o óbvio

“Eu já sabia.” – DSMS sobre cômicas revelações

“Igorino!!!” – Marina me chamando

“CÊ TÁ LOUCO?” – Alberta assustando outra mulher

“XMLiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii” – Freddie Mercury Prateado

“Uma árvore caiu em cima do seu carro? E o que eu posso fazer?” – MJ no telefone no meio da aula

“Você nunca vai esquecer disso?” – Bruna sobre a minha pior e única ida ao CEU, pela qual eu a culpo até hoje e seguirei culpando.

“Essa é a Lei de Gérson.” – DMF sobre o Brasil.

“Não tem como ele correr atrás de mim.” – Aparecido, antes de roubar uma lista exercício do monitor deficiente. É, pois é, Lei de Gérson.

“Pirão!!!” – Marina me chamando

“Cê tá aí né?” – Osório diariamente

“Eu sou assexuado.” – Shiryu

“Proibida a entrada de alunos.” – Frase na porta do colegiado

“Nossa, mas você hein. Sai de perto de mim.” – DSMS sobre meu azar potencialmente contagioso.

“Não acredito que você fez isso comigo!” – Marina depois de eu ter prometido um pedaço do chocolate e posteriormente tê-lo comido todo

“Igor!!!” – Marina me chamando no momento de raiva

“Pilantra!!!” – Marina reforçando o ponto

“Vocês sabiam que o gosto amargo do chocolate tem relação com o teor de cacau?” – Dudu

“CLARO QUE EU SEI!” – Aparecido respondendo à pergunta acima

“Meu pai era mafioso.” – DMF sobre suas origens

“Tenho certeza que é você quem escreve isso.” – Bruna me acusando de ser a identidade secreta do Cão da Depressão

“Pirado!!!” – Marina me chamando

“Arlei!” – Harlley corrigindo o professor sobre a pronúncia do nome dele pela 123ª vez na vida

“Você não tem cara de quem trabalha.” – Marina sobre o vagabundo que escreve mais de 60 frases no blog, mesmo antes dele ter feito isso

“Fica assim então.” – Osório diariamente

“Como diria Juca Chaves: ‘Tchau'” – DMF

Atualização: parem de ficar me lembrando e dando ideias! Eram 57 frases e já estamos em 63! :)

FUDCon Panamá Dia/Día/Day #2

Hoje tivemos três trilhas de palestras na FUDCon Panamá, duas a mais em relação a ontem. Foram realizadas palestras técnicas sobre temas como virtualização com KVM, Koji, arquitetura ARM, empacotamento e também outras palestras de caráter menos técnico, como sobre o projeto de embaixadores e design.

kanarip talk

O sistema de barcamps talvez pareça confuso para algumas pessoas que não estão acostumadas com esse tipo de evento. Nesse sistema vamos nos auto organizando e construindo a grade de acordo com uma votação dos temas mais desejados e editamos a wiki conforme necessário durante o evento. É uma maneira interessante de montar a programação, mas todos tem que ficar atentos às alterações que são feitas.

A minha apresentação sobre internacionalização e localização de software também foi hoje. Expliquei todo o caminho de internacionalização, desde o código-fonte até a tradução, passando pela gettext, intltool e Transifex. Os slides da minha palestra podem ser baixados aqui.

U2x2

Depois de 5 anos voltei ao Morumbi. Eles também. São poucas coisas as quais eu gosto de repetir, mas um show do U2 está entre elas. É incrível quanto tempo se passou desde o último show e como tantas coisas mudaram e outras nem tanto. Uma coisa que certamente não mudou foi a primazia da banda ao vivo. Particularmente, esperava um U2 mais envelhecido e cansado, mas o que eu vi foi uma banda mais uma vez criativa, emocionante e ciente do contexto onde eles estavam se apresentando.

Tive a oportunidade de ouvir “Stuck In A Moment” outra vez ao vivo. Quem já leu posts anteriores provavelmente já sabe o tanto que gosto dessa música. Entretanto, não foi só isso. Felizmente eles tocaram várias músicas que não tive a oportunidade de ouvir da outra vez, como “Even Better Than The Real Thing”, “I Will Follow” e, quem diria, “In A Little While”, além é claro das músicas recentes do “No Line On The Horizon” como “Magnificent” e “Moment Of Surrender”. Essa última, com direito a uma homenagem às vítimas do massacre na escola Tasso da Silveira (bela pronúncia, Bono!) no Rio de Janeiro. Isso não foi uma surpresa para quem conhece o U2, mas não deixou de ser emocionante.

A surpresa mesmo ficou por conta dos versos de “Carinhoso” de Pixinguinha, música do início do século passado, que foi recitada por uma menina aleatória da plateia. Ainda que eu não tenha visto esses versos na letra original, Bono e ela os ficaram repetindo até que fossem emendados com os primeiros acordes de “Beautiful Day” de maneira brilhante. Acho que não tinha coisa melhor que eu poderia ter ouvido, somando-se os versos da antiga música em português aos versos do clássico recente em inglês. Simplesmente encaixou.

Com relação às diferenças entre o show da turnê anterior e desta turnê, a que é mais visível é o palco. Eu poderia dizer que o palco é um show a parte, mas não é. Já num estágio avançado da turnê, a banda parece ter uma boa noção de como tirar o melhor proveito dele e, apesar da megalomania, ela e o seu mostro se mostraram bastante entrosados. Isso fez toda a diferença, porque o leiaute do palco anterior, apesar de também enorme, era muito parecido com o utilizado por outras bandas como o Coldplay ou em festivais. Dessa vez foi um elemento completamente inovador, que facilitava acompanhar os detalhes do show, fora os efeitos desconcertantes.

Como não podia deixar de ser, nem tudo foram flores. Houve problemas para quem comprou ingressos no Mastercard Showpass, incluindo para mim. Também não foi dessa vez que ouvi o U2 tocando “Ultraviolet”, nem o Muse tocando “Resistance” no show de abertura. Houve quem não gostou da abertura, mas o Muse começou a noite muito bem, com uma entrada ensurdecedora. Achei legal também a gratidão do Bono com elogios à banda inglesa. Outro aspecto interessante foi ter tocado Demônios da Garoa como uma das músicas introdutórias antes de começarem os shows. Além disso, entre o show do Muse e do U2 tocou “Lotus Flower” do Radiohead. Lembro bem que no show do Coldplay colocaram, além de “Danúbio Azul”, “Magnificent” do próprio U2 em alto e bom som. Sempre legal ver essa camaradagem entre as bandas.

Nesse meio tempo entre o show de abertura e o show do U2, aproveitei para gravar um vídeo (mal feito, é lógico) com um giro de 360° na U2 360° no Morumbi:

Foi uma viagem a São Paulo cheia de azares cômicos, o que não podia ser diferente, comigo e com o Daniel nos mesmo lugares ao mesmo tempo. São Paulo como sempre foi uma cidade boa de se visitar, apesar da chuva e da sujeira do centro da cidade. Foram passeios ótimos no Museu da Língua Portuguesa, no Mercado Municipal e na onipotente Avenida Paulista. Não importa quantas vezes você vá a São Paulo, é uma cidade na qual sempre há algo ainda por conhecer. Sempre fica a vontade de voltar. “São Paulo da garoa, São Paulo terra boa” — cantou o próprio Bono, que fez parar do chover literalmente ao entrar no palco.

Ficamos devendo o chiclete de uva da Bruna. Chiclete esse que eu insisto que não existe, apesar das evidências não muito concretas que provam o contrário!

(…)
Mas mesmo assim, serei feliz
Bem feliz
Serei feliz
Bem feliz
Serei feliz

The heart is a bloom, shoots up through stony ground
But there’s no room, no space to rent in this town
You’re out of luck and the reason that you had to care,
The traffic is stuck and you’re not moving anywhere.
You thought you’d found a friend to take you out of this place
Someone you could lend a hand in return for grace

It’s a beautiful day, the sky falls
And you feel like it’s a beautiful day
It’s a beautiful day
Don’t let it get away
(…)

Carinhoso + Beautiful Day

#MonografiaFeelings

Quando eu criei esse blog adicionei uma categoria chamada “UFMG” e quando precisei “reinstalá-lo” mantive a categoria aqui. Fato é que ela nunca foi usada, provavelmente por falta de tempo, já que depois de quase 5 anos (cof… cof…) na universidade, haveria muito o que publicar. Agora é hora de começar a trabalhar na monografia e essa categoria finalmente pode ser útil.

Embora a ideia ainda não esteja completamente fechada, o objetivo é estudar a alta colaboratividade que a Internet permite e os efeitos disso na produção dos bens e na construção do conhecimento. Não faltam exemplos de projetos que tiram proveito da grande conectividade e da rápida troca de informações que a tecnologia atual permite. O exemplo mais óbvio, do qual eu também faço parte, é a produção de softwares de código aberto. Entretanto, minha ideia central é levar essa questão para outros níveis e áreas como biomedicina, agricultura, economia e engenharia, analisando as diferenças e similaridades entre os processos colaborativos de cada um. O resultado final será a criação um modelo geral com as características que um projeto colaborativo deve ter para ser bem sucedido.

Eu percebo que muitas pessoas optam por monografias estritamente técnicas, mas não tenho interesse em me perder nas tecnicalidades do mundo da computação. Especificamente para a monografia, pretendo tratar o assunto de uma maneira ampla, considerando as diversas áreas conhecimento, em vez de olhar de maneira fechada para a minha área específica. Isso quer dizer basicamente que precisarei de colaborações de pessoas de várias áreas, então se você conhece algum projeto colaborativo geograficamente disperso e culturalmente diverso na sua área, você será de grande ajuda! :)

FUDCon Tempe Dia #3

This is another chapter of my attempt to write multi-lingual FUDCon reports. This one will follow into Portuguese, so for a summary in English please go to the end of this post.

Sim, eu ainda sei Português! Hoje por coincidência encontrei com outro brasileiro na FUDCon, Lucas Rodrigues, da equipe de testes do KVM. O último dia de evento foi muito produtivo. Pela manhã pude conversar com Tim Flink do time de QA sobre garantia de qualidade em internacionalização e sobre o que é necessário melhorar nesse aspecto não somente nos casos de teste mas também na distribuição como um todo.

Depois disso houve uma hackfest sobre governança na qual foram definidos vários aspectos de alto nível do projeto e quais as dificuldades em comum enfrentadas pelos colaboradores. Depois disso usei o tempo disponível para atualizar alguns casos de teste de internacionalização. Na sessão seguinte pudemos finalmente reunir os colaboradores da América Latina e os organizadores da FUDCon Tempe para trocarmos algumas ideias sobre organização e podermos usar um pouco da experiência deles na FUDCon LATAM.

English summary: the last FUDCon Day was really busy for me. Early in the morning I got together with Tim Flink from the QA team to talk about internationalization QA. It was a short conversation because he had to fly back home but was really productive for both of us. The governance hackfest was pretty interesting. The Board has been working hard to collect ideas and perspectives from contributors. Later I hacked into i18n test cases and updated some of them, but still is a work in progress. After that we had a session where LATAM contributors and FUDCon Tempe organizers could get together to exchange experiences on organizing a FUDCon, which was a lot productive. I’m sure that the experience shared here will be useful for organizing the next FUDCons in Latin America.

Um ano de blog

Faz exatamente um ano que publiquei o primeiro post desse blog. Olhando para a publicação inicial vejo que consegui manter a linha do que eu tinha em mente há um ano atrás. Mais do que isso, consegui me manter escrevendo durante um ano inteiro, com posts bem distribuídos ao longo do tempo. No início eu achava que isso seria difícil de acontecer, pelo fato do blog nem de longe ser uma prioridade para mim.

Não vou me alongar escrevendo um típico post com uma retrospectiva ou reflexão de fim de ano. O que aconteceu e é digno de nota pode ser encontrado nos arquivos aí ao lado. O conteúdo reflete várias coisas legais que aconteceram nesse período, inclusive as mudanças de curso. Visualmente pouca coisa mudou por aqui. Aceitei uma sugestão de layout que a princípio não tinha me agradado muito, mas com o tempo aprendi a gostar dele e o feedback foi bastante positivo. Com o tempo fiz algumas mudanças na aparência e incluí alguns recursos novos, mas mantive o tema original com o intuito de manter uma boa lembrança e um visual consistente. Não pretendo mudar esse aspecto no curto prazo, mas quando chegar a hora de reformular tudo, quero encontrar um tema que seja tecnicamente melhor. Aceito sugestões!

Esse definitivamente não é um blog popular, mas estou satisfeito com as estatísticas desse primeiro ano. Foram 46 comentários e aproximadamente 1.461 visitas provenientes de vários países. 2/3 dos visitantes foram do Brasil e o restante de outros 60 países, sendo os dos Estados Unidos, Portugal, Polônia, Alemanha, Espanha e Chile os mais assíduos.

Obrigado a todos que têm visitado esse blog e tirado um tempo para ler e comentar as bobagens que escrevo aqui. A pauta para os próximos meses será bastante interessante e terei coisas legais para publicar. Portanto, continuem sintonizados neste canal!