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Artigos com o marcador código aberto
Instalando o Fedora em um pendrive
04/05/10
O lançamento do Fedora 13 está se aproximando e muitos usuários já estão preparando seus backups para a nova versão, assim como as mídias necessárias para gravar as imagens baixadas da Internet. Entretanto, pessoas mais preocupadas com o custo ambiental da produção e descarte de CDs e DVDs ou que simplesmente não queiram gastar com mídias óticas, optam por outras alternativas. Uma delas é a instalação a partir de pendrives, o que é bastante simples e pode ser feito tanto a partir de máquinas com Linux ou Windows.
Vamos aos passos:
1º – Baixe o arquivo da imagem ISO de um LiveCD. Particularmente recomendo o Spin BrOffice.org que já vem em Português por padrão. Ele está disponível em:
2º – Baixe o LiveUSB Creator, o programa que faz a mágica acontecer:
- Se infelizmente você usa Windows, baixe-o aqui: https://fedorahosted.org/liveusb-creator/
- Se você já usa o Fedora, basta instalar o pacote liveusb-creator no Adicionar/Remover Programas.
3º – Insira o pendrive numa porta USB e abra o LiveUSB Creator
- Clique em “Browse” e selecione o arquivo .ISO que você baixou.
- Pronto, agora é só clicar em “Create Live USB”.
No LiveUSB Creator há outras opções como baixar o Fedora diretamente por ele ou criar um espaço de armazenamento persistente. Essa última opção é interessante para quem quer utilizar o Fedora a partir do pendrive no dia-a-dia, mas se tudo o que você quer é instalar o sistema no seu disco rígido, isso não é necessário.
Por que não usar formatos como mp3 e wma
19/02/10
Há cerca de um ano atrás fui consultado pelo IDG Now! sobre as dificuldades que o código aberto enfrenta em relação às patentes de software. Também escrevi uma coluna na 3ª edição da Revista Fedora Brasil sobre esse tema. A verdade é que nada mudou de lá para cá, então este post se faz necessário.
O melhor exemplo dessa questão são os formatos de mídia digital como mp3, wma e rmvb. Para quem não sabe, esses formatos são patentados em vários países. O reflexo imediato é que isso aumenta o custo de qualquer programa ou equipamento que reproduza esses tipos de arquivos.
O que você pode estar pensando agora é que em nenhum momento foi cobrado por isso. Engano o seu. O preço dos royalties (licenciamentos dessas patentes) está embutido na licença do seu sistema operacional (se é que você pagou por ela), do seu mp3 player e do aparelho de DVD que está aí perto da sua TV. Um dado interessante sobre essa questão é que o licenciamento desses formatos é responsável por até 1/4 do preço dos aparelhos de DVD.
A melhor parte é que você pode fazer algo para mudar isso, afinal de contas é o seu dinheiro que está em jogo. Para tanto, basta privilegiar formatos como o ogg, ogv ou flac na hora de ripar seus CDs, por exemplo, ou converter os arquivos que você já tem para compartilhá-los com outras pessoas. Esses formatos não são patenteados e podem ser implementados de maneira aberta e sem ônus. Privilegiá-los é essencial para torná-los mais conhecidos e para que um dia possam ser tornar um padrão, pois assim, além de você não pagar pelos royalties, não terá que se preocupar se o reprodutor que você pretende comprar roda mp3, mpeg, DivX ou seja lá o que for.

