Viagens, diferenças e igualdades

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Nos últimos anos tive a oportunidade de viajar para alguns lugares como voluntário do Projeto Fedora, mas como essas viagens sempre envolveram conferências e fóruns, os relatos aqui no blog sempre foram mais sobre os eventos e pouco sobre os lugares em si. Agora que esta fase ficou para trás e já com distância suficiente dos fatos e vivências, achei uma boa ideia contar sobre o que percebi nas viagens que fiz.

Sou um péssimo observador de comportamentos e pessoas, portanto minha intenção não é falar sobre elas especificamente mas sim sobre aspectos mais gerais como cultura, economia, infraestrutura e condições sociais. Cá pra nós, vou adiantar a minha conclusão sobre as pessoas: individualmente somos tão parecidos que ficaria extremamente chato abordar esse assunto. O que nos difere são características tão pontuais que, apenas no conjunto, fazem a diferença.

A grande vantagem de viajar para conferências é que a experiência é muito diferente do turismo comum. Você simplesmente não fecha um pacote e vai com a mesma turma do seu voo conhecer lugares turísticos, visitando-os apenas para tirar fotos e depois voltando diretamente para o hotel. Numa conferência, é possível conhecer várias pessoas do lugar visitado e também de outros lugares. Isso permite conhecê-las, ajudá-las, ser ajudado, em alguns casos até visitar a casa delas e ir ao bar onde elas sempre vão. É uma imersão muito mais rica, mas claro que essa experiência também é possível numa viagem com o único propósito de fazer turismo, basta planejá-la com este intuito.

Talvez você esteja pensando que haja uma contradição entre o que eu disse anteriormente a respeito das pessoas e sobre como faz diferença conhecê-las. O meu ponto é que seja um mineiro, um paranaense, um chileno ou um americano, não importa, todos têm anseios, objetivos, gostam de umas coisas, odeiam outras, passam por bons e mal momentos, querem ser felizes ou pelo menos ter uma vida digna. As maneiras de se alcançar tudo isso de fato variam, em parte pela personalidade de cada um, em parte pelo contexto em que elas estão inseridas.

Um turismo de mera visitação pode oferecer uma visão artificial do lugar, há detalhes que não podem ser entendidos apenas pelas construções ou pela beleza natural. Esses detalhes estão no cotidiano das pessoas e, por sua vez, refletem na economia, na infraestrutura e na sociedade como um todo. Em contrapartida, todos esses grandes aspectos também refletem no cotidiano de cada um. Certamente, conhecer lugares e pessoas durante uma semana em uma conferência não quer dizer que eu tenha conhecido tudo a fundo, mas permitiu uma percepção razoável da realidade do local, principalmente quando estive envolvido na organização dos eventos. Não farei um post específico de cada lugar, ao invés disso eles serão sobre aspectos que percebi ou sobre o contraste que há entre dois ou mais lugares. Nos lemos no próximo post!

Category(s): Pessoal, Português

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