Universidade: além do ensino

Antes de tudo, se você procura alguma crítica, esse não é o post certo. Este é o certo. Agora é hora de assoprar.

Difícil dizer qual foi a melhor parte da faculdade. Não por falta de opções, mas sim pela grande quantidade de coisas legais que aconteceram nesse período. Essas coisas envolvem pessoas totalmente excelentes com as quais tive oportunidade de conviver em diferentes contextos nos último 5 anos. Dizem que a faculdade é a melhor parte da vida de qualquer pessoa e que as amizades feitas lá você leva para a vida toda. Embora eu ache que a vida dá para ficar bem melhor depois da faculdade, as amizades feitas eu faço questão de manter pelo tempo mais longo possível. A vida acadêmica permite situações nas quais você pode ver quem é quem sob várias perspectivas e talvez por isso seja possível se identificar bem com algumas pessoas.

Tive a oportunidade de conviver com pessoas de personalidades bem diferentes, mas extremamente inteligentes cada uma ao seu modo. Pessoas com níveis de engajamento e comprometimento distintos, mas que nunca deixaram ninguém na mão. As mesmas pessoas que, não por coincidência, foram amigas e presentes durante a graduação. Umas vieram desde o cursinho, outras conheci nos primeiros períodos e outras entraram no barco bem mais para o final. Não importa. O tempo é o de menos. E o que não me surpreende é que essas pessoas continuam me levando a outras novas pessoas igualmente excelentes. Grandes pessoas trazem grandes pessoas. É assim que tem que funcionar ou então não vale a pena.

Certamente o conhecimento técnico aprendido na universidade não foi tão importante quanto o aprendizado de como passar por várias dificuldades ao mesmo tempo, como gerenciar o tempo, como não desistir, como buscar ajuda, como ser ajudado, como trabalhar sob pressão e como ampliar os próprios limites. Apesar de todos os problemas, uma universidade pública como a UFMG traz experiências que dificilmente a pessoa teria em uma faculdade menor. E não estou me referindo à qualidade de ensino, mas sim ao tamanho, à natureza pública e à diversidade encontrada em uma instituição federal.

Na minha área há quem diga que tirar meia dúzia de certificados e fazer um par de cursos aleatórios é o suficiente para proporcionar uma vida tão boa ou melhor que a de quem se forma em uma universidade. Eu não concordo e esse nem é o ponto. Cursar uma universidade “de verdade” não é uma experiência trivial e não é qualquer um que aproveita bem essa experiência. Vale a pena não só pelo conhecimento, mas principalmente por outros aspectos que são proporcionados antes, durante e, acredite, depois do curso. Porque, ao contrário do que dizem, o depois pode ser melhor. Bem melhor.

Category(s): Academic, Pessoal, Português

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