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A bananice do voto nulo
21/08/10
Volta e meia vejo alguém recomendando o voto nulo, seja nessas eleições ou em qualquer outra. Particularmente, não vejo qual objetivo essas pessoas estão tentando atingir. É do conhecimento geral que no Brasil apenas são levados em conta os votos válidos, ou seja, votos nulos e brancos são excluídos da conta. É bem provável que a urna eletrônica sequer conte o voto nulo. Portanto, quem pensa em votar nulo para “protestar” está fazendo algo completamente inútil, já que no final das contas nunca ficamos sabendo exatamente quantos votos foram anulados. Mesmo que a urna contabilizasse isso, não faria muita diferença, pois a nossa legislação eleitoral não estipula nenhum limite máximo de votos nulos para que haja novas eleições ou algo assim. Na prática, se todo mundo anular o voto e eu escolher um candidato, então ele será eleito.
Outras pessoas dizem que anulam o voto porque não querem ter a responsabilidade de escolher alguém ruim. Isso é pior ainda. É basicamente tirar o corpo fora para se isentar de qualquer cobrança depois. Além disso, elas não tem o trabalho de procurar se informar. É muito cômodo e intelectualmente desonesto.
Se você acha um absurdo ter que comparecer à seção eleitoral, então pelo menos vá lá e vote em um candidato a favor do voto facultativo. Quem sabe nas próximas eleições você possa ficar em casa dormindo. Apoiar o voto facultativo com um limite máximo de abstenção é totalmente legítimo e objetivo. A bananice está em se isentar em um sistema que ignora o direito de não escolher, deixando que outros escolham por você. Ainda vale a pena lembrar que há pouco tempo vivíamos sob uma ditadura e muitos foram mortos e torturados defendendo as liberdades que temos hoje. A democracia não é para impedir que os ruins ganhem, mas sim para evitar que eles fiquem no poder para sempre.
Instalando o Fedora em um pendrive
04/05/10
O lançamento do Fedora 13 está se aproximando e muitos usuários já estão preparando seus backups para a nova versão, assim como as mídias necessárias para gravar as imagens baixadas da Internet. Entretanto, pessoas mais preocupadas com o custo ambiental da produção e descarte de CDs e DVDs ou que simplesmente não queiram gastar com mídias óticas, optam por outras alternativas. Uma delas é a instalação a partir de pendrives, o que é bastante simples e pode ser feito tanto a partir de máquinas com Linux ou Windows.
Vamos aos passos:
1º – Baixe o arquivo da imagem ISO de um LiveCD. Particularmente recomendo o Spin BrOffice.org que já vem em Português por padrão. Ele está disponível em:
2º – Baixe o LiveUSB Creator, o programa que faz a mágica acontecer:
- Se infelizmente você usa Windows, baixe-o aqui: https://fedorahosted.org/liveusb-creator/
- Se você já usa o Fedora, basta instalar o pacote liveusb-creator no Adicionar/Remover Programas.
3º – Insira o pendrive numa porta USB e abra o LiveUSB Creator
- Clique em “Browse” e selecione o arquivo .ISO que você baixou.
- Pronto, agora é só clicar em “Create Live USB”.
No LiveUSB Creator há outras opções como baixar o Fedora diretamente por ele ou criar um espaço de armazenamento persistente. Essa última opção é interessante para quem quer utilizar o Fedora a partir do pendrive no dia-a-dia, mas se tudo o que você quer é instalar o sistema no seu disco rígido, isso não é necessário.
Por que não usar formatos como mp3 e wma
19/02/10
Há cerca de um ano atrás fui consultado pelo IDG Now! sobre as dificuldades que o código aberto enfrenta em relação às patentes de software. Também escrevi uma coluna na 3ª edição da Revista Fedora Brasil sobre esse tema. A verdade é que nada mudou de lá para cá, então este post se faz necessário.
O melhor exemplo dessa questão são os formatos de mídia digital como mp3, wma e rmvb. Para quem não sabe, esses formatos são patentados em vários países. O reflexo imediato é que isso aumenta o custo de qualquer programa ou equipamento que reproduza esses tipos de arquivos.
O que você pode estar pensando agora é que em nenhum momento foi cobrado por isso. Engano o seu. O preço dos royalties (licenciamentos dessas patentes) está embutido na licença do seu sistema operacional (se é que você pagou por ela), do seu mp3 player e do aparelho de DVD que está aí perto da sua TV. Um dado interessante sobre essa questão é que o licenciamento desses formatos é responsável por até 1/4 do preço dos aparelhos de DVD.
A melhor parte é que você pode fazer algo para mudar isso, afinal de contas é o seu dinheiro que está em jogo. Para tanto, basta privilegiar formatos como o ogg, ogv ou flac na hora de ripar seus CDs, por exemplo, ou converter os arquivos que você já tem para compartilhá-los com outras pessoas. Esses formatos não são patenteados e podem ser implementados de maneira aberta e sem ônus. Privilegiá-los é essencial para torná-los mais conhecidos e para que um dia possam ser tornar um padrão, pois assim, além de você não pagar pelos royalties, não terá que se preocupar se o reprodutor que você pretende comprar roda mp3, mpeg, DivX ou seja lá o que for.
Passando a bola
16/01/10
Como é do conhecimento daqueles que acompanham o meu trabalho no Projeto Fedora, eu deixei a coordenação da equipe de tradução do nosso idioma. Foram quatro anos trabalhando nas traduções como um todo e três anos como coordenador. Foi um trabalho muito gratificante e com um retorno que eu jamais imaginaria em princípio.
Quem assume a coordenação agora é Taylon Silmer, que também é de Belo Horizonte e já faz parte do time de tradução do Fedora e do GNOME. Um dos desafios do novo coordenador será adaptar as interfaces para as novas regras ortográficas e manter o interesse da comunidade nas traduções.
É difícil deixar um trabalho reconhecido e bem sucedido como esse, mas em contrapartida vejo a necessidade de aprender algo novo. Agora pretendo ajudar na triagem, relato de bugs e QA (Quality Assurance – Garantia de Qualidade) de internacionalização, além de continuar mantendo o Spin BrOffice.org.
Eu gostaria de agradecer nominalmente ao Rodrigo Padula e ao Diego Zacarão que foram as primeiras pessoas com quem tive contato no projeto, ao Henrique Junior da Revista Fedora Brasil, a todos que sempre me apoiaram nesse tempo todo e principalmente aos que criticaram e ajudaram a melhorar os processos.
O Lucas chegou!
06/01/10
Não é promessa de ano novo
28/12/09
Todos dizem que a chegada de um novo ano é uma boa época para começar ou recomeçar a fazer algo. O que todo mundo também diz é que isso nunca funciona. Mas quem liga afinal de contas? Por que esperar o dia primeiro para começar se posso fazê-lo agora mesmo?
O objetivo principal desse blog é não guardar as minhas divagações aleatórias sobre a vida, ou seja, a julgar pelo parágrafo anterior eu já comecei mal. Pretendo divulgar aqui várias atividades que eu venha desenvolver no Projeto Fedora, palestras, opiniões (as eleições vem aí), projetos acadêmicos e iniciativas que por ventura eu ache interessante. É possível que além dos posts em Português, muitos sejam em Inglês e alguns outros em Espanhol, quando for conveniente.
Em breve escreverei um primeiro post de verdade! Isso aqui foi só uma pequena enrolação. Enrolações maiores virão.


